Os Alfaiates de Santana
- 24 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 12 de dez. de 2025
Durante grande parte do século XX, os alfaiates foram figuras centrais nas pequenas aldeias portuguesas. Mais do que simples costureiros, eram artesãos meticulosos, conhecedores profundos de tecidos, medidas e gostos locais. A sua presença ia muito além da função prática de confeccionar roupas: eram guardiões de uma tradição de elegância, adaptada à realidade rural.
Em Santana, uma pequena aldeia de forte identidade rural, a presença destes artesãos era sinónimo de dedicação, paciência e profundo conhecimento da comunidade.
O alfaiate local conhecia os ritmos da aldeia e as necessidades de cada um. Confeccionava fatos para os dias de festa, casacos resistentes para o inverno e peças sob medida para casamentos, baptizados ou funerais - sempre com um olho clínico para os detalhes e outro para o orçamento da casa. Muitas vezes, trabalhava de sol a sol, numa oficina modesta, com a ajuda de aprendizes ou familiares.
Além de mestre na arte de cortar e coser, o alfaiate era também uma figura de confiança, com quem se conversava enquanto se ajustavam as medidas ou se esperava por uma prova. Em Santana, como noutras aldeias vizinhas, o alfaiate era respeitado tanto pelo seu talento como pelo seu papel na vida social da terra.
Com o tempo, a chegada do pronto-a-vestir foi ditando o declínio deste ofício. Ainda assim, na memória coletiva da população de Santana, o alfaiate permanece como símbolo de um tempo em que cada peça de roupa era única - feita à mão, com tempo, com olhos e com alma.
[Texto: Jorge Monteiro - 07 / 2025]
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José Pereira (comentário na página Santana/Fig.Foz Facebook):
"Os três alfaiates em Santana são do meu tempo, o sr. Gil Rossio, o sr. Jose Simões e o filho Zézito Simões. um abraço"
António Ribeiro (comentário na página Santana/Fig.Foz Facebook):
"Boa tarde/Dia a todos...Meu bisavô foi alfaiate em Santana. Pai da minha avó Maria Augusta Dias. Abraços a todos os meus descentes e ascendentes."
António Manuel Gil (comentário na página Santana/Fig.Foz Facebook):
"Grandes e habilidosos alfaiates teve a nossa terra, os quais tive o privilégio de conhecer, conviver e de ouvir as suas maravilhosas estórias ! Desde os espetaculares decanos Adriano Cação e José Simões pai e filho, até ao famoso Gil Róssio e seu adjunto Toino Velha, os quais ainda trabalharam, no r/c da casa da m/ saudosa avó Rosa. Certo dia um gandarês dos lados da Ferreira, foi à prestigiada alfaiataria do Sr. Adriano, situada na atual Rua do Rancho das Rosas 1º. de Maio, a fim de mandar fazer um fato para levar ao casamento do seu filho. Depois de escolher a fazenda, o Sr. Adriano tirou-lhe as medidas e disse-lhe:…