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Os Cacos. Sempre os Cacos... Notas sobre a produção de cerâmica em Santa Olaia na Idade do Ferro

  • 6 de mai.
  • 11 min de leitura

Resumo

O estabelecimento fenício de Santa Olaia (Figueira da Foz) impõe-se como uma referência incontornável no estudo dos ambientes orientalizantes da fachada atlântica na Idade do Ferro. Particularmente associado à mediação no escoamento de metais da Beira Alta e incluindo valências de processamento e redução metalúrgica, o sítio terá acolhido outras actividades produtivas, das quais se salienta a produção oleira. Note-se que, pelo carácter exótico e de excepção, a cerâmica mereceu sempre destaque no âmbito do estudo do sítio. Inclusive, alguns estudos posicionam- se na vanguarda da investigação desenvolvida à época. Contudo, em termos teóricos, esta temática conheceu um recente redireccionamento de perspectivas face a determinados fenómenos de espectro colonialista, com implicação no estudo da colecção em questão. Neste quadro e no âmbito do desenvolvimento de um projecto doutoral em curso, a reinterpretação do registo arqueológico e a realização de estudos arqueométricos, pelo método de análise por activação neutrónica (AAN), impulsionam uma nova postura conjectural face à cultura artefactual de Santa Olaia. Esta abordagem combinada coloca, assim, em evidência o protagonismo do sector oleiro no quadro da economia produtiva do sítio e denuncia o relevo da cerâmica de produção local e regional no seio do espólio ceramológico da estação.


Introdução

Este texto decorre da comunicação homónima, apresentada no Colóquio “Santos Rocha, Arqueologia e Territórios da Figueira da Foz”, versando alguns aspectos da investigação desenvolvida no âmbito do projecto doutoral “Dinâmicas culturais na área de influência do Mondego no I milénio a.C.”, no que concerne ao estudo da cerâmica de Santa Olaia. A pertinência do tema radica, antes de mais, na ligação à mais destacada estação sidérica do Baixo Mondego – Santa Olaia – à qual Santos Rocha se dedica num afã arqueológico de superior alcance. Para mais, ao ilustre investigador não eram alheias as virtualidades e virtuosidades do material cerâmico – os ditos Cacos em jargão arqueológico. Atestam- no o empenho na reconstrução e restauro de um volume apreciável de peças (certamente já com fito no apetrechamento da colecção museológica original), bem como na ilustração de uma generosa colecção de recipientes e fragmentos. E, sendo certo que esta ilustração, no dealbar do séc. XX, não se pautava ainda pelas normas técnicas de registo de espólio, desta liberdade de representação resultava uma graça e expressividade de volumes extinta na produção científica actual. Por motivos vários, os estudos consagrados à cerâmica gozam de especial relevo e tradição no seio da investigação arqueológica. O facto de esta corresponder, por norma, à categoria artefactual mais numerosa entre o espólio exumado será naturalmente um factor decisivo. Antes de mais, as características físicas da cerâmica concorrem para esta acumulação – tratando-se de produto não perecível e extremamente estável. Ou seja, este material encontra-se sujeito a fragmentação (que actua como um factor multiplicador) mas não a degradação exagerada. Desta feita, o índice de representação do espólio ceramológico tende a amplificar-se no decorrer do tempo de deposição e por acção de factores pós-deposicionais.

No plano funcional este suporte encontra-se ligado a diversas áreas de actividade, particularmente a uma rotina essencial à sobrevivência humana – a alimentação i. e., por via desta conexão, o uso de objectos cerâmicos, nas comunidades históricas e proto-históricas, é ordinário e quotidiano. Por esta razão, a maioria das peças utilizadas corresponde a recipientes com um ciclo de vida curto, dada a fragilidade, necessitando amiúde de reparação ou substituição. Resumidamente, são estas as circunstâncias que concorrem para a profusão de cacos nas escavações arqueológicas. Depreende-se, pois, facilmente como estes restos materiais se convertem numa preciosa fonte de informação, passível de fornecer elementos acerca de diversos aspectos da vida das sociedades antigas como os hábitos de consumo, modos de produção, redes comerciais, sistemas económicos, esferas culturais de referência, entre outros. Nessa lógica, as motivações teóricas subjacentes aos estudos cerâmicos ligados à arqueologia fenícia no Ocidente têm-se centrado sobretudo nas potencialidades crono-tipológicas de certas produções e no ensejo de assinalar as rotas de circulação destes mesmos produtos. Daí resulta uma produção científca pautada, sobretudo, por estudos morfológicos de determinados fabricos (pouco representativa da globalidade do universo artefactual). É, pois, neste enquadramento geral que se dá nota de mais um trabalho votado ao estudo da cerâmica de Santa Olaia, que não será certamente o derradeiro, mas que se pretende venha a contribuir para um melhor conhecimento deste sítio e das comunidades que o habitaram.


Santa Olaia – enquadramento temático

O estudo dos sítios arqueológicos é, habitualmente, um processo continuado, progressivo e gradual que dificilmente se encerra ou esgota. Santa Olaia não é excepção. Assim, embora corresponda a uma das estações peninsulares conotada há mais tempo com a presença fenícia e se afirme como um estabelecimento de referência no quadro dos ambientes orientalizantes da fachada atlântica na Idade do Ferro, há que reconhecer que se trata de uma estação ainda pouco e mal conhecida e nesta medida controversa. O outeiro de Santa Olaia localiza-se no estuário do Mondego, na extremidade de uma discreta cumeada que avança sobre terrenos de formação quaternária – os Campos do Mondego. Esta é uma paisagem extremamente dinâmica cujo actual aspecto difere do paleo-estuário do I milénio a.C. Pois então, tal como percebera Santos Rocha, o relevo correspondia a uma pequena ilha, na margem do amplo mar interior, correspondente ao sector terminal do rio, conforme apontam os estudos mais recentes. A história da investigação do arqueossítio remonta aos finais do séc. XIX, fruto da acção pioneira do referido estudioso e conta com uma longa práxis arqueológica que se arrasta até aos dias de hoje. Para o trabalho de pesquisa desenvolvido no Museu Municipal Santos Rocha, no âmbito do referido projecto académico, interessam particularmente as campanhas desenvolvidas nas últimas décadas por Isabel Pereira, antiga directora da instituição. Destas, destaca-se a intervenção de salvamento realizada em 1992 e 93, no sopé Norte de colina, decorrente da construção da A14 (antigo IP3). Esta escavação arqueológica de carácter preventivo colocou a descoberto uma extensa malha construída que integrava estruturas de combustão, na altura associadas fundamentalmente à actividade metalúrgica. Desta feita e numa linha naturalmente colada ao discurso veiculado nas fontes literárias clássicas, o sítio surge na bibliografa preponderantemente associado à exploração de metais. Sem depreciar o sector económico ligado aos metais e à metalurgia, note-se, porém, que assentamentos desta natureza agregariam, forçosamente, um amplo leque de actividades produtivas que, de forma complementar, contribuiriam para sustentar as necessidades internas do grupo de residentes e alimentar as respectivas redes de troca. Este artigo afora justamente, uma destas áreas de actividade – a produção oleira. Entroncando na temática do colonialismo, a narrativa científca ligada aos centros fenícios ocidentais tende a privilegiar na sua leitura dos dados o prisma económico. Nesta óptica, a actividade oleira é tida como uma área vital nestes estabelecimentos. Aí, desde cedo se assiste à instalação de centros oleiros vocacionados para a produção massiva de contentores de produtos alvo de comercialização, mas também de baixela de serviço e consumo. E dada a elevada demanda interna e externa, esta produção assume um papel de relevo no quadro das estratégias comerciais fenícias no Ocidente, encontrando-se na base da rápida expansão das suas redes de intercâmbio. Como já se referiu, o repertório artefactual de Santa Olaia mereceu sempre uma atenção suplementar, no plano do estudo e divulgação do sítio, em virtude do seu carácter exótico e de excepção. A este respeito importa ainda frisar que algumas iniciativas (referentes à cerâmica cinzenta fina) se posicionaram na vanguarda da investigação desenvolvida à época, na área dos estudos arqueométricos. Nos últimos anos, porém, o estudo da cerâmica fenícia da Península Ibéria, incluindo da área ocidental acusa uma significativa alteração de perspectivas na apreciação de determinados fenómenos de espectro colonialista que justifica o revisitar desta temática.


Se há fornos, há produção oleira…

Reiterando o que já foi exposto, a investigação dedicada à cerâmica tem-se centrado na análise dos artefactos e nesse sentido o interesse nas oficinas e áreas industriais onde se processava esta actividade, nos processos de fabrico, nas tecnologias utilizadas, na sua organização espacial e convivência com outras actividades produtivas só recentemente tem merecido atenção. Esta circunstância ajuda a explicar porque não foram, no nosso entender, devidamente identificados e valorizados alguns elementos estruturais e móveis que remetem para a existência de ambientes artesanais de produção de cerâmica em Santa Olaia, reconhecidos no âmbito da investigação académica em curso. Com efeito, foi possível identificar evidências de estruturas de produção de cerâmica em diferentes áreas da estação (topo e encosta Norte). Na chamada área ribeirinha, a descoberta resultou da revisão de toda a informação estratigráfica, determinada pela necessidade de contextualizar o espólio estudado. Por este meio, foi possível substituir a anterior percepção estática e monofásica das escavações, por uma visão dinâmica e sequencial, na qual o faseamento estratigráfico foi ancorado na identificação de sobreposições de contextos estruturais e sedimentares. O resultado final foi expresso em esquemas matriciais que facilitam a compreensão da escavação e dos fenómenos estratigráficos, conferindo novos contornos e espessura temporal a esta área. O exercício de análise estratigráfca contemplou o ensaio de planos de faseamento construtivo e da evolução do desenho urbanístico desta zona, que permitiu tecer novas interpretações funcionais dos espaços. E a este respeito refira-se que sob os níveis relacionados com a actividade metalúrgica assinala-se uma fase ligada à produção de cerâmica. Esta interpretação radica, pois, no reconhecimento de três estruturas de combustão que classifcamos como fornos cerâmicos. É curioso observar que as referidas estruturas se concentram junto à entrada da muralha, enquadradas na malha urbana, prefigurando o que parece corresponder a um bairro oleiro cuja localização periférica se compagina com o que se conhece noutros locais de natureza orientalizante. Apesar de pouco numerosas, as estruturas apresentam acentuada variação, em termos de dimensão, tipologia e técnica construtiva, correspondendo a exemplares de dupla câmara, em que apenas se conservava a câmara de combustão subterrânea (escavada no sedimento) já sem grelha. O avançado estado de degradação em que se encontravam dificulta a atribuição de paralelos formais. Contudo, está presente um exemplar (G) tipo B5 da tipologia fornos proto-históricos de Broncano e Coll (1988), com aspecto e dimensões semelhantes às do forno 3 da escola de hotelaria de Mérida datado do séc. VI a.C.. Já a unidade E, com planta em forma de útero parece, do ponto de vista formal, aproximar-se do forno de planta bilobada ou com forma de ómega da Malhada dos Gagos do séc. V/IV a.C.. No topo do outeiro, Santos Rocha teve oportunidade de registar um pequeno forno de dupla câmara, de planta circular, ainda com grelha enquadrável na tipologia 7B de Broncano e Coll. Embora o trabalho de pesquisa ainda se encontre numa fase preliminar, é já possível confirmar a existência de pelo menos quatro fornos de produção de cerâmica, de tipologia mediterrânica de dupla câmara (modelo introduzido na península por intermédio de grupos fenícios). Estes elementos sugerem que a actividade oleira assumiria um papel proeminente na esfera económica do sítio, pelo menos a partir de uma fase intermédia do povoado. Levanta-se agora a questão de identificar, em termos tecnológicos e formais, o mobiliário cerâmico aqui produzido. A este respeito, embora se assinalem algumas peças com defeitos de fabrico, não se descobriram nas escavações as entulheiras geradas pela laboração dos ateliers oleiros, onde a acumulação de rejeitados poderia fornecer uma imagem representativa do repertório artefactual de origem local. Efectivamente, tendo em consideração a localização das unidades de produção, junto à entrada da muralha, será de admitir que o descarte de material rejeitado fosse efectuado para o exterior do perímetro muralhado.


O estudo arqueométrico

O estabelecimento de um quadro mais preciso da cerâmica manufacturada em Santa Olaia implicou a realização de estudos arqueométricos. A estratégia passou por capitalizar e dar continuidade ao lastro de produção científica de trabalhos anteriores, onde se colocava em confronto os resultados da análise química e mineralógica de amostras de cerâmica cinzenta fina (provenientes de Conimbriga, Santa Olaia e Tavarede), com recolhas de argila de jazidas da região. No intuito de contribuir para a identificação das argilas usadas na cerâmica de Santa Olaia, foi definida a realização de análises químicas, por método de análise por activação neutrónica e espectrometria de massa por plasma acoplado indutivamente, financiadas pela Câmara Municipal da Figueira da Foz. Atendendo à contingência da dimensão da amostra (29 indivíduos) e por forma a potenciar a abrangência de resultados, optou-se por seleccionar um grupo (dentro da colecção de 1993) com atribuição formal e garantias de integração estratigráfica, dentro das fases ocupacionais estabelecidas para a zona ribeirinha. A selecção incorporou diversas formas e fabricos, designadamente peças de modelação manual, cerâmica comum, incluindo grés cinzento, calcítica, “tipo pele de galinha” ou aluvionar, na nomenclatura de Conímbriga, fina, cinzenta fina, de superfícies negras, pintada, anfórica e de engobe vermelho. Embora de natureza destrutiva, o processo revelou-se de reduzida incidência, implicando apenas a extracção de um pequeno fragmento (de escassos mm) com instrumento revestido a carboneto de tungsténio. O protocolo laboratorial adoptado 7 passou pela limpeza, secagem e pulverização desta amostragem em moinhos de ágata. Posteriormente, realizou-se a pesagem dos pós (da pasta cerâmica) com balança de elevada precisão, em recipientes de polietileno, adequados à análise química por activação neutrónica e a preparação das amostras para irradiação com neutrões e medição por espectrometria gama – técnica que permite a determinação simultânea da concentração de diversos elementos químicos na amostra irradiada. Procedeu-se então ao tratamento dos espectros gama, com identificação dos picos característicos de cada elemento químico e determinação das respectivas concentrações. Quanto aos resultados preliminares obtidos, os métodos de análise estatística multivariada, nomeadamente a análise grupal pelo método de K-médias permitiram determinar a existência de 3 grupos composicionais: Grupo A – constituído por duas amostras, que se destacam por teores mais elevados de manganês, berílio, cobalto, ítrio e terras raras, excepto o cério. Grupo B – constituído por cinco amostras, das quais duas possuem pasta calcítica. Este grupo distingue-se essencialmente por teores mais elevados de cálcio, estrôncio e vanádio que poderão estar relacionados com quantidades maiores de calcite do que as restantes amostras estudadas. Destaca-se ainda os teores mais baixos de Terras Raras Leves e Terras Raras Intermédias. Grupo C – constituído pelas restantes amostras.  Note-se que os grupos A e B também se destacam recorrendo à análise grupal hierárquica usando como coeficientes de semelhança a distância euclidiana média. Mantendo-se o mesmo padrão ao usar o coeficiente de correlação de Pearson. Comparando com resultados obtidos anteriormente para cerâmicas e argilas e atendendo aos teores de urânio e de samário, o grupo B destaca-se por uma tendência de teores mais baixos o que pode ser explicado por uma diluição destes elementos químicos nestas amostras devido a uma maior concentração de carbonato de cálcio. Esta leitura pode resultar da origem da matéria-prima, bem como de factores ligados à tecnologia de produção (adição de têmpera). Neste caso, atendendo às características dos fabricos analisados (cerâmica manual e cerâmica comum calcítica) a segunda hipótese surge como a mais provável. Já as amostras do grupo A apresentam curvas de distribuição de Terras Raras semelhantes às encontradas anteriormente em duas amostras de cerâmica do sítio arqueológico de Tavarede. A anomalia negativa de cério encontrada é indicadora da utilização de argila de meio marinho, tal como se tinha já encontrado na argila colhida numa gruta em calcários do Jurássico. Estes resultados parecem apontar para uma possível produção de cerâmicas na Idade do Ferro recorrendo a materiais argilosos que ocorrem em grutas ou cavidades de zonas calcárias. Finalmente, saliente-se que para o grupo C, onde se inclui a maioria das amostras analisadas, existe uma correspondência com vários depósitos de argilas, incluindo o de Gatões, próximo de Santa Olaia. Ou seja, será de admitir na maioria dos casos que pertençam a recipientes de produção local e regional. Este dado é revolucionário, no contexto da cerâmica deste sítio, uma vez que, até agora parte destes fabricos (ânforas, cerâmica pintada, cerâmica de engobe vermelho…) eram, automaticamente, classificados como bens de importação. E este estudo vem revelar que uma parte desta cerâmica e certamente, a partir de determinado momento, uma grande porção da mesma seria, na realidade, aqui manufacturada. São diversas as questões que nos suscita a discussão destes dados: a partir de quando há indicação da fabricação local para cada fabrico? Qual a evolução do rácio entre a cerâmica local e a proveniente doutros locais do mundo fenício, nas diferentes fases de ocupação do sítio? Qual o raio de dispersão dos artefactos de Santa Olaia no território envolvente ao longo da Idade do Ferro? Contudo, a resposta a estas questões só poderá ser aventada com a continuidade do trabalho de investigação em curso e com o alargamento da amostragem de cerâmica e matérias-primas para análise.


Nota fnal

Para rematar e em termos gerais os dados agora apresentados favorecem uma nova maneira de perspectivar a produção de cerâmica em Santa Olaia, tanto ao nível da sua escala de produção como da sua matriz. A identificação de diversas unidades de produção de cerâmica arrola a estação à restrita lista de locais com fornos de produção de cerâmica em momentos antigos da Idade do Ferro e revela que a actividade oleira terá atingido um papel de relevo ao nível da economia produtiva e da gestão urbana do sítio. Ao nível da abordagem arqueométrica, apesar do número reduzido de amostras processadas, esta primeira selecção permitiu obter resultados muito promissores para a caracterização e proveniência de produções cerâmicas em Santa Olaia na Idade do Ferro, salientando-se que a maioria das amostras é compatível com a matéria-prima de origem local e regional.


[ Excerto do trabalho de Sara Oliveira Almeida, Maria Isabel Prudêncio, Rosa Marques, Maria Isabel Dias, Dulce Russo, publicado no livro do colóquio "Santos Rocha, Arqueologia e Territórios da Figueira da Foz", realizado na Figueira da Foz em novembro de 2019 ]


Fotografia das escavações de 1993 com forno G em primeiro plano (cfr. Pereira, 1994: vol. III, foto 62)
Fotografia das escavações de 1993 com forno G em primeiro plano (cfr. Pereira, 1994: vol. III, foto 62)

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