Pensão de Sangue | 1ª Guerra Mundial
- 23 de jan.
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Já divulgámos neste site os soldados naturais de Santana que integraram o Corpo Expedicionário Português, aquela que foi a principal força militar que Portugal enviou para França durante a 1ª Guerra Mundial e que tinha como principal finalidade conseguir apoios junto dos seus aliados e assim evitar a perda dos seus territórios ultramarinos, os quais se encontravam ameaçados pela Alemanha - podem ler / reler aqui: Corpo Expedicionário Português
Dos santanenses que integraram o CEP, houve um - José Joaquim da Cunha Caceiro - que viria a falecer em combate - podem ler / reler aqui: José Joaquim da Cunha Caceiro - Militar do CEP
Nos anos seguintes ao fim do conflito, principalmente até aos primeiros anos da década de 1920, o Estado foi confrontado com milhares de pedidos de atribuição de “pensões de sangue” por parte dos familiares dos militares mortos em combate nas diversas frentes em que as forças portuguesas estiveram envolvidas, particularmente no norte de França, as que atuaram em Angola e em Moçambique, e ainda em alguns confrontos com o inimigo no mar.
O perfil dos requerentes de pensões de sangue, agrupavam- se em nove categorias: as viúvas, o pai e a mãe, só a mãe, só o pai, os filhos, os irmãos, os avós, os tios e os padrastos/madrastas; mas a expressão quantitativa de cada um desses grupos era profundamente desigual, constituindo o grupo das “mães” o mais expressivo, com praticamente 1/3 do total dos pedidos.
A diferença de valores de pensões entre as patentes mais baixas e as concedidas ao topo da hierarquia era abissal, sendo que as pensões mais elevadas eram vinte vezes mais altas do que as de valor mais baixo, e para além disso estas últimas eram a esmagadora maioria; os valores iam desde os 72 escudos anuais para as patentes mais baixas, e os 1.560 escudos, também anuais, se a pensão fosse atribuída por morte de um general.

O valor da pensão paga a uma família pela morte de um militar de uma patente baixa, por exemplo um soldado ou um 1.° Cabo, pensão que era de 6 escudos mensais, significava que o poder de compra que esse valor representava chegava para a aquisição de pouco mais de metade dos bens referidos no Quadro 15 e na quantidade de apenas uma unidade por género, ou seja, para a aquisição destes bens na quantidade de uma unidade seria necessário quase a pensão de dois meses.

As fotos abaixo, extraídas dos cadernos onde foram averbadas as pensões de sangue a pagar aos herdeiros dos soldados mortos na 1.ª Grande Guerra, atestam a pensão anual que foi atribuída à herdeira / viúva do soldado santanense falecido em combate: pensão anual de 72$00 (6$00 / mês).
Fonte: Comissão Portuguesa de História Militar | Portugal 1914-1916 | Da Paz à Guerra





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