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Estação Santana-Ferreira | Obras

  • 4 de fev.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 12 de fev.

Ao longo da sua existência, a Estação de Santana-Ferreira foi sendo alvo de sucessivas obras de conservação, ampliação e melhoramento, reflectindo a importância que esta infraestrutura assumia no quotidiano das populações locais e na operacionalidade da exploração ferroviária.

Já na década de 1930, encontram-se registos de intervenções significativas. Em 1934, foram assentes básculas novas de 30 toneladas, construídas nas Oficinas do Serviço de Via e Obras, destinadas a melhorar as operações de carga e descarga, essenciais para o transporte de mercadorias agrícolas e outros produtos da região. No mesmo ano, procedeu-se a uma grande reparação da estação e das retretes, incluindo a substituição de cerca de 46 metros de cordão e calçada na plataforma, bem como a reconstrução integral do pavimento do cais coberto, executado em calçada refechada com argamassa hidráulica, aumentando a durabilidade e a segurança do espaço.

Já em 1936, a estação beneficiou da ampliação da plataforma no sentido da Figueira da Foz, com um acréscimo de cerca de 20 metros, permitindo uma melhor acomodação dos comboios e maior conforto e segurança para os utentes.

A preocupação com as condições de trabalho do pessoal ferroviário está igualmente patente nas obras realizadas em 1941, com a construção de duas guaritas de resguardo para os agulheiros, junto das agulhas 1 e 2, proporcionando abrigo e melhores condições no exercício das suas funções, muitas vezes desempenhadas em condições atmosféricas adversas.

Em 1942, na sequência de temporais que causaram danos na infraestrutura, foram reparados os telhados do cais e das retretes, com a substituição de 49 telhas, bem como a cancela de acesso ao cais. Nesse mesmo período, foi novamente executada uma grande reparação da estação, incluindo a colocação de redes nas janelas, com o objectivo de impedir a entrada de mosquitos transmissores do paludismo, evidenciando uma atenção crescente às questões de saúde pública e ao bem-estar de funcionários e passageiros.

Conjuntamente, estas intervenções ilustram o investimento contínuo na Estação de Santana-Ferreira, não apenas como ponto de passagem ferroviária, mas como espaço de trabalho, de encontro e de ligação vital entre as comunidades rurais e o resto do país, acompanhando as exigências técnicas, sociais e sanitárias de cada época.






Gazeta Caminhos de Ferro 1106 - janeiro 1934
Gazeta Caminhos de Ferro 1106 - janeiro 1934

Gazeta Caminhos de Ferro 1106 - janeiro 1934
Gazeta Caminhos de Ferro 1106 - janeiro 1934

Gazeta Caminhos de Ferro 1153 - janeiro 1936
Gazeta Caminhos de Ferro 1153 - janeiro 1936
Gazeta Caminhos de Ferro 1274 - janeiro 1941
Gazeta Caminhos de Ferro 1274 - janeiro 1941
Gazeta Caminhos de Ferro 1305 - maio 1942
Gazeta Caminhos de Ferro 1305 - maio 1942


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